Passeios e excursões · Temuco
Conguillio, parque nacional entre vulcões
Texto: Mónica Pons · Fotos: Gentileza CONAF
O parque é conhecido como “Los Paraguas” (os guarda-chuvas) por causa dos densos bosques de araucárias que dividem a área com outras espécies nativas antigas e são um de seus principais atrativos.
Amplo e generoso, o parque nacional Conguillio recebe diferentes tipos de turismo. Há quem chegue para viver em contato com a natureza e faça do nascer e do pôr do sol seus momentos mais valiosos, sem grandes esforços.




O Parque Nacional Conguillio em dados
Um parque para todos
Outros conhecem suas atraentes trilhas e aproveitam os dias livres para colocar a mochila nas costas, calçar suas melhores botas de montanha e fazer trekking. Ligam seu GPS interno para somar quilômetros e dormem em saco de dormir dentro de uma barraca.
A laguna Captren
Nós percorríamos a estrada entre Temuco e o passo de Icalma e primeiro descobrimos o vulcão Llaima e depois o parque nacional. Percebemos que os dois estão ligados e somam suas belezas naturais.
Entramos por Curacautín e seguimos por um caminho interno do parque até encontrar a laguna Captren. É pequena, tem um setor para camping e é rodeada por uma trilha que permite uma caminhada para vê-la de perto e pescar da margem. A presença do vulcão Llaima desse ponto nos permitiu tirar as primeiras fotos, pois foi impossível não se deixar levar por aquela imagem.
O lago Conguillio
A mesma trilha nos levou, poucos quilômetros adiante, ao lago Conguillio, o de maior superfície do parque. Em suas margens ficam a administração da CONAF (Corporación Nacional Forestal de Chile), o Centro de Informação Ambiental e uma área de serviços.
A grande quantidade de visitantes reunida nessa área lhe dava uma cor e um movimento especiais, já que nessa zona também há cabanas e área de camping. Fizemos a visita no verão e os guarda-parques estavam bastante atarefados.
Quando conseguimos conversar com um deles, ele nos entregou alguns folhetos e entendemos como usar as trilhas, suas extensões, dificuldades e tempos aproximados de caminhada. Foi a melhor maneira de se orientar dentro do parque e aproveitar esse conhecimento para uma excelente estadia.
A Araucaria Madre
Vários jovens com a mochila pronta para sair para caminhar nos disseram: “Ainda não vimos tudo, mas neste parque há uma variedade incrível de ecossistemas e cada canto a que se chega é diferente. Agora vamos pegar uma trilha para encontrar a que chamam de Araucaria Madre, que tem um tronco de 2 metros de diâmetro”.
Nós pensamos: se são necessários 200 anos para que uma araucária chegue à maturidade e 500 para que forme seus conhecidos galhos em forma de guarda-chuva, quantos anos teria aquela anciã? Guardamos a pergunta para o próximo encontro com um guarda-parque.
Sua presença em várias áreas do parque permite o controle constante e o serviço de informação necessários. Há placas, trilhas bem traçadas e setores onde se pode pescar. Em troca, pede-se o cuidado dessas valiosas riquezas naturais.
Araucárias e escória vulcânica
Seguindo a trilha, encontramos um lugar bonito à beira do lago para fazer nosso lanche da tarde. Deitados de costas no chão, observávamos a incrível quantidade de araucárias que tínhamos à vista.
No meio da vegetação muito densa, aparecem escória vulcânica e setores desolados difíceis de explicar. É preciso voltar milhares e milhares de anos no tempo e conhecer as diferentes etapas da atividade vulcânica que deixaram sua marca no terreno.
Esqui em Las Araucarias
Como se fosse pouco tudo o que o parque oferece, na sua encosta oeste fica o dinâmico centro de esqui Las Araucarias, com excelente qualidade de neve no inverno.
Nossa passagem pelo parque nacional Conguillio foi curta, mas intensa. Ficou rondando em nossa mente a ideia de organizar uma futura visita em que possamos pernoitar e saborear tudo de belo que a natureza deu a este parque modelo chileno.
Sugestões
O parque é administrado pela CONAF e se cobra entrada.



















