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Temáticos · Baleias

Histórias baleeiras

Foto: Jorge Gonzalez

Voltando na história, encontramos na Noruega baleias desenhadas nas rochas que datam de 2.200 a.C. Segundo dados encontrados no Alasca, sabe-se que os esquimós caçavam baleias há 3.400 anos.

A literatura imortalizou a história da caça às baleias com Moby Dick, o genial romance do escritor Herman Melville, em que um grupo de pescadores tenta caçar uma grande baleia branca que acaba vencendo sem nunca perder a liberdade, o bem mais precioso de todo cetáceo.

Por volta de 1725, partiu de Dundee (Escócia) a primeira expedição baleeira ao Atlântico Sul. A caça de baleias, lobos-marinhos e focas nos mares argentinos por marinheiros estrangeiros, especialmente ingleses e norte-americanos, se intensificou depois de 1750. Começou nas Malvinas e continuou pela costa patagônica até chegar ao Cabo de Hornos, à Isla de los Estados e a outras ilhas; agiam sempre com total impunidade.

Estima-se que, antes do início das caçadas, existiam cerca de 100.000 exemplares de baleia-franca. Pela matança e pela lenta recuperação do grupo (as fêmeas só têm filhotes a cada três anos), a baleia-franca é, das onze espécies atuais de baleias, a que corre maior risco de extinção.

A espécie está protegida desde 1935. Em 1946 foi criada a Comissão Baleeira Internacional, à qual aderiu a maioria dos países baleeiros. Em 1982, na Inglaterra, conseguiu-se que os membros da Comissão Baleeira assinassem uma moratória, com a qual a proibição mundial da caça às baleias se tornou realidade de 1985 a 1990. Isso permitiu verificar a quantidade de baleias e estimar o possível aumento da população.

Se os produtos extraídos das baleias têm substitutos em terra, perguntamo-nos por que acontece essa terrível matança irracional que, sem sentido, extermina os gigantes do mar.

Baleia-franca-austral
Foto: Jorge Gonzalez

Não vale a pena aproveitar para observá-las ou ouvir sua imensidão?

Baleia-franca-austral

Lentas, bem lentas

Curiosas e tranquilas, as baleias-francas nadam lentamente pelas águas frias dos mares do Sul, a uma velocidade máxima de 9 a 11 quilômetros por hora. Lentas. No entanto, essa velocidade é ideal para que os turistas possam fotografar e filmar seus deslocamentos e saltos.