Chiloé é a maior ilha do arquipélago de mesmo nome, na Região de Los Lagos, no sul do Chile. O canal de Chacao a separa do continente ao norte; a leste ficam os golfos de Ancud e Corcovado, e a oeste o oceano Pacífico. No InterPatagonia a ilha tem três cidades com suas hospedagens, restaurantes e passeios: Ancud, Castro e Quellón. Nesta página estão todas juntas.
Como chegar
De Puerto Montt segue-se pela estrada até Pargua, a uns 60 km, onde se pega a balsa. A travessia do canal de Chacao dura cerca de meia hora e chega a Chacao, a porta norte da ilha. Do convés dá para ver as obras da ponte que está sendo construída entre as duas margens. Dali segue-se até Ancud; Castro fica 85 km mais ao sul e Quellón, 92 km depois de Castro.
Ancud e os pinguins de Puñihuil
Ancud nasceu como porto e forte espanhol e foi durante séculos a principal ligação marítima da ilha com o continente. Para conhecê-la, vale caminhar pela rua Baquedano até o Museu Regional, que guarda objetos históricos, figuras da mitologia e artesanato chilote, subir ao mirante do cerro Huaihuén, de frente para o canal de Chacao, e visitar o Forte San Antonio.
A uns 26 km, na costa do Pacífico, fica a praia de Puñihuil. Em frente, três ilhotas formam o Monumento Natural Islotes de Puñihuil, criado em 1999 e administrado pela CONAF: é o único lugar conhecido onde o pinguim-de-humboldt e o pinguim-de-magalhães se reproduzem juntos. A visita é feita de barco a partir da própria praia, dura uns 30 minutos e não há desembarque.
Castro, as palafitas e as igrejas
Castro, a capital da província de Chiloé, foi fundada em 1567 e é uma das cidades mais antigas do Chile. Junto à Plaza de Armas fica a igreja San Francisco, toda de madeira, concluída em 1912. Descendo para a costa aparecem as palafitas, casas de madeira com telhas de alerce apoiadas sobre estacas acima da água: as que continuam de pé ficam nos setores de Gamboa e Pedro Montt e, com a maré alta, parecem flutuar. Perto do cais fica a feira de artesanato e, na parte alta, a Feira Camponesa.
No arquipélago continuam de pé cerca de 60 igrejas de madeira erguidas desde o século XVII pelas missões de jesuítas e franciscanos; 16 delas são Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde o ano 2000. As de Castro, Nercón, Rilán, Dalcahue, Achao, Tenaún e Chonchi estão entre elas. Em Dalcahue, às margens do canal de frente para a ilha Quinchao, a feira de artesanato da orla vende só produtos de Chiloé: cobertores e coletes de lã, trabalhos em madeira, couro e fibras vegetais.
O Pacífico, o curanto e o fim da Pan-Americana
O Parque Nacional Chiloé protege florestas que conservam seu caráter primitivo. Tem dois acessos: Chepu, ao norte, perto de Ancud, e Cucao, sobre o Pacífico, a oeste de Chonchi. De Chonchi também se atravessa para a ilha Lemuy.
A comida da ilha é o curanto al hoyo: num buraco com pedras quentes cozinham-se frutos do mar, carnes e batatas, cobertos com folhas de nalca e terra, durante horas. Nos restaurantes sobre o mar de Castro e Ancud servem-se também peixes defumados, cazuelas e frutos do mar.
Ao sul, Quellón é o ponto onde começa a Rodovia Pan-Americana: o Hito Cero marca o início da estrada que atravessa o continente até a América do Norte.
Fontes
Notas de InterPatagonia sobre Castro, Ancud, Quellón, Puñihuil y el canal de Chacao · UNESCO, Iglesias de Chiloé (Patrimonio de la Humanidad, 2000) · CONAF, Monumento Natural Islotes de Puñihuil · Ubicaciones del mapa: OpenStreetMapFotos: Foto: Sernatur; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Secretaría de Turismo; Foto: Secretaría de Turismo; Foto: Eduardo Epifanio; Foto: Sernatur; Foto: Secretaría de Turismo















































































