Passeios e excursões · Punta Arenas
Fauna magalânica: Magdalena e Santa Marta
Texto: Miriam Coronel · Fotos: Solo Expediciones
As embarcações cruzam o estreito de Magalhães para chegar a estas ilhas de enorme biodiversidade. Uma visita à fauna magalânica em um lugar extremo.
A nordeste de Punta Arenas, as ilhas Magdalena e Marta formam o Monumento Natural Los Pingüinos, criado em 1966 e declarado monumento natural em 1982. Ali são protegidos o pinguim-de-magalhães, o leão-marinho, o gaivotão, o albatroz-de-sobrancelha-negra e o cormorão-imperial.







O Monumento Natural Los Pingüinos em dados
Riqueza ecológica, pinguineiras e leões-marinhos
A viagem começa na ilha Magdalena, a 45 minutos de viagem desde a baía Laredo. Ali é possível desembarcar e caminhar por uma trilha demarcada para os visitantes. Essa trilha leva até o farol, onde funciona um centro de interpretação ambiental para conhecer um pouco mais sobre a fauna marinha do estreito de Magalhães e a riqueza ecológica das ilhas, como os pinguins-de-magalhães e os leões-marinhos.
Os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) só existem na América do Sul, com populações reprodutivas no Chile, na Argentina e nas Ilhas Malvinas. A ilha Magdalena abriga uma grande colônia, que a CONAF estima em cerca de 21.000 indivíduos. Esses pinguins são monogâmicos e voltam no início da primavera para acasalar, e os ovos eclodem em outubro. A fêmea consegue reconhecer o chamado do macho entre milhares de vizinhos. Em geral, põem dois ovos, e os pais se revezam para chocá-los e depois também na criação dos filhotes.
A melhor época
A melhor época para conhecer esta pinguineira gigante vai de dezembro até o fim de fevereiro. Nesses meses as colônias estão completas e também é possível ver os filhotes, já com suas penas impermeáveis. Em terra, os pinguins-de-magalhães não têm predadores, por isso podem ser observados à vontade na ilha Magdalena, mas ficam nervosos quando os humanos se aproximam e buscam a proteção de suas tocas. Por isso mesmo, os efeitos do turismo são monitorados para garantir um uso sustentável deste destino.
Os leões-marinhos da ilha Marta
Depois de uma caminhada de mais ou menos uma hora, o passeio continua até a ilha Marta, a uns 25 minutos de navegação rumo ao norte. Ali não há desembarque. Faz-se a observação dos leões-marinhos e das aves que a ocupam. A colônia é estimada em 1.500 indivíduos. O leão-marinho que vive nesta ilha é da espécie Otaria flavescens, o leão-marinho-do-sul. Os machos podem chegar a pesar 360 kg, o dobro das fêmeas, e se caracterizam por uma juba avermelhada, por isso são chamados de «leões-marinhos». O macho tem um harém de uns 15 indivíduos. Entre dezembro e janeiro nascem os filhotes e o ciclo de reprodução recomeça. Na ilha Marta nota-se um crescimento da população há alguns anos.
Golfinhos na navegação
Durante a navegação é possível aproveitar a companhia de golfinhos-austrais e toninas-overas, que brincam na esteira das embarcações. As expedições partem de Punta Arenas de transfer, no início da manhã, e as embarcações saem da baía Laredo. Leve roupa quente e impermeável e gorro com protetor de orelhas.
Como chegar
O passeio inclui traslado de ida e volta desde os escritórios da operadora.
Sugestões
A saída está sujeita às condições do tempo. Recomenda-se levar roupa quente impermeável, botas de trekking ou galochas, gorro e luvas.



















