Passeios e excursões · Puerto Madryn
Gaiman e o vale inferior do rio Chubut: capelas e chá galês
Fotos: Ministerio de Cultura de la Nación · CC BY-SA 2.0 / Ministerio de Cultura de la Nación · CC BY-SA 2.0 / Katherinemanquepan · CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
Um passeio de um dia saindo de Puerto Madryn até a cidade galesa de Gaiman: chácaras irrigadas por canais do século XIX, capelas de tijolo e chá com torta negra.
De Puerto Madryn se desce pela rodovia 3 rumo ao sul, entre estepe e barrancos, até Trelew; ali se pega a rodovia 25 para o oeste e, uns 15 quilômetros depois, a paisagem muda de repente: álamos enfileirados, chácaras verdes e o rio Chubut serpenteando ao fundo. É o vale inferior, uma faixa de cerca de 90 quilômetros de comprimento e entre 7 e 10 de largura que acompanha o rio até o mar.

Esse verde não é natural. Os colonos galeses que desembarcaram do veleiro Mimosa no Golfo Nuevo em 1865 (cerca de 150) encontraram um vale árido, de pouquíssima chuva, e no fim do século XIX cavaram os canais de irrigação Norte e Sul que ainda correm paralelos ao rio. Gaiman, às margens do rio e do canal Norte, nasceu em 1874 com a Casa de Pedra de David D. Roberts e foi o primeiro município do Chubut.

A cidade se percorre a pé. A antiga estação do Ferrocarril Central del Chubut abriga hoje o Museu Regional Galês, e nos barrancos fica o túnel ferroviário de 1914, curvo e com 282 metros, construído porque os moradores não quiseram que os trilhos passassem pelo meio do povoado. Nas ruas ainda se ouve galês, e todo setembro Gaiman recebe o Eisteddfod dos jovens.

As capelas são o outro fio do passeio. A maior do vale é a Capela Bethel, de tijolos, inaugurada em 1914 ao lado da Bethel Velha, de 1880, com lugar para 450 a 500 pessoas; três capelas de Gaiman, entre elas Bethel e Salem, são Monumento Histórico Nacional. Outras seguem espalhadas entre as chácaras do vale.
E a tarde termina numa casa de chá: chá servido à mesa com pão caseiro, scones, tortas e a torta negra, a versão chubutense do bara brith que as colonas inventaram para fazer render o pouco que tinham. A uns 10 quilômetros, o Parque Paleontológico Bryn Gwyn rende mais uma parada se ainda houver luz.
- Tipo de passeio: Cultural, histórico e gastronômico
- Nível de dificuldade: Baixo (percurso de carro e caminhada pela cidade)
- Dica: Saia cedo de Madryn para ver as capelas e o vale com boa luz e deixe o chá galês para a tarde; se puder, combine a visita com o Eisteddfod de setembro.



















